Enquanto isso, na data desta publicação, o estado de São Paulo está pagando precatórios não prioritários do ano de 2015, o que representa uma espera de aproximadamente 11 anos para quem opta por não fazer o acordo e acaba permanecendo na fila da ordem cronológica. Quem pode se beneficiar do acordo?O credor de precatório alimentar do estado de São Paulo pode se encontrar, resumidamente, em 3 (três) situações diferentes: 1. Credor prioritário que ainda não recebeu São os titulares com idade igual ou superior a 60 anos, portadores de doença grave ou deficiência. Para esse grupo, o estado de São Paulo paga dentro do exercício orçamentário, respeitado o teto prioritário (equivalente a 5 OPVs). Assim, os precatórios expedidos no ano passado e retrasado, com número de ordem relativos ao orçamento do ano de 2026, muito provavelmente serão pagos ainda este ano. 2. Credor prioritário que já recebeu o teto e possui saldo Após o pagamento prioritário, o saldo remanescente entra na fila cronológica comum, passando a aguardar pagamento junto com os demais precatórios. Atualmente, como mencionado, estão sendo pagos precatórios de 2015, o que evidencia a longa espera para esse grupo. 3. Credor não prioritário Para os credores que não possuem prioridade legal, o pagamento ocorre exclusivamente pela ordem cronológica. Hoje, isso significa aguardar o pagamento de precatórios expedidos há mais de uma década. O acordo e a emenda constitucional 136/25A recente Emenda Constitucional nº 136/2025 alterou significativamente o regime dos precatórios, trazendo, dentre outros impactos relevantes, os seguintes: deixou de estabelecer um prazo para a quitação da dívida; diminuiu pela metade o valor que é destinado ao pagamento de precatórios da ordem cronológica; e alterou a atualização do precatório, que antes era pela SELIC (o que hoje representa algo em torno de 14,75% ao ano) e agora é pelo IPCA acrescido de 2% (o que hoje representa algo em torno de 6% ao ano). Na prática, isso significa que o tempo de espera tende a aumentar, a previsibilidade de pagamento diminuiu e a remuneração do crédito reduziu. Ou seja, mais do que nunca, o tempo é um inimigo do credor de precatório, o que torna o acordo uma alternativa mais vantajosa. Atenção: acordo não é venda do precatórioÉ importante não confundir acordo com cessão/venda do precatório. A compra e venda de precatórios é feita por empresas e normalmente é oferecido para o credor algo em torno de 10% do crédito (deságio de 90%). Enquanto que o acordo com o estado é feito diretamente com o ente devedor, que paga 60% ou 80% do crédito (deságios de 40% ou 20%), conforme o caso. Portanto, o acordo com o estado é significativamente mais vantajoso do que a venda do precatório. ConclusãoDiante das regras atuais, o acordo passou a ser, em muitos casos, a estratégia mais eficiente para antecipar o recebimento do precatório com segurança e previsibilidade. Com a redução dos juros, a diminuição dos recursos destinados à fila cronológica e a ausência de prazo para pagamento, esperar pode significar receber muito mais tarde e com menor vantagem financeira, valendo lembrar nesse contexto que antecipar o capital permite reinvesti-lo em opções mais rentáveis Cada caso, contudo, deve ser analisado individualmente, considerando o valor do crédito, a situação do credor e a posição na fila. Fale com nossa equipeA Advocacia Sandoval Filho acompanha de perto as mudanças no regime de precatórios e está preparada para orientar seus clientes sobre a melhor estratégia em cada caso. Se você é nosso cliente e deseja saber se pode aderir ao acordo, entre em contato com nossa equipe por meio dos canais oficiais: - (11) 3638-9800
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Nossa equipe está à disposição para esclarecer dúvidas e orientar sobre a adesão, que se dá sem custos adicionais, uma vez que o procedimento já está coberto pelos honorários contratuais previamente ajustados. |