No calendário internacional, o 11 de fevereiro é um marco para lembrar algo que deveria ser óbvio, mas ainda precisa ser afirmado com força: meninas e mulheres pertencem e também lideram na e pela ciência. Proclamado pela Assembleia Geral da ONU em 2015, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência reforça que ciência e igualdade de gênero caminham juntas quando o objetivo é enfrentar os grandes desafios do nosso tempo. Quando o assunto é água, esse recado ganha urgência. A gestão hídrica exige método, dados, planejamento, governança e capacidade de decisão em cenários complexos,de secas e cheias a conflitos de uso, saneamento, mudanças do clima e segurança hídrica. E, nessa trajetória, a presença feminina não é “complemento”: é parte estruturante do que o Brasil construiu e precisa avançar. Celebrar mulheres e meninas na ciência, no universo da água, é reconhecer o que já foi conquistado e assumir o que ainda falta. A gestão hídrica brasileira precisa de excelência técnica, diversidade de experiências e equidade de oportunidades. Não por “simbolismo”, mas por resultado: porque água é vida, é desenvolvimento, é saúde pública, é segurança. Neste 11 de fevereiro, a ABRHidro reafirma um caminho: mais mulheres na ciência significa uma ciência mais forte e uma gestão da água mais preparada para o país que queremos construir. |