A diversidade territorial — da Amazônia ao Semiárido, do Pantanal ao Sul — reafirmou o caráter nacional e inclusivo do SBRH. Entre os temas, figuraram pontos como Governança das Águas, no viés da urgência de fortalecimento dos Comitês de Bacia, da articulação federativa e da virada necessária para a Lei das Águas sair do papel. Também foram temas de diálogo o monitoramento e alerta de desastres, avanços em modelagem hidrológica, IA, sensoriamento remoto e resiliência urbana, entre muitos outros aspectos nevrálgicos, urgentes e emergentes. Ciência, políticas públicas e inclusão de saberes foram reforçadas por diversos especialistas ao longo do evento, e o conjunto dos debates reforçou que a gestão hídrica brasileira demanda respostas rápidas, integradas e sustentadas por ciência de excelência. O SBRH em movimento: uma comunidade vivaO encontro também reafirmou a força das Regionais e Comissões Técnicas da ABRHidro, que movimentaram reuniões, visitas, lançamentos e debates estratégicos — consolidando a atuação institucional na capilaridade do território brasileiro. As ações da Comissão Científica, coordenadores de área e avaliadores voluntários mereceram destaque pela qualidade técnica e rigor na condução de todo o processo de submissão e curadoria dos conteúdos que compuseram a programação. Obras O SBRH 2025 também foi marcado por uma expressiva agenda editorial, com o lançamento de obras produzidas por pesquisadores, instituições e especialistas da área de recursos hídricos. Entre os títulos que foram apresentados no estande da ABRHidro estiveram: “Manual: Técnicas e Procedimentos para Medição de Descarga Líquida com Perfilador Acústico Doppler (ADCP)”, organizado por Wesley Gabrieli e Cristiane Battiston; “Modelos Digitais de Elevação para Estudos Ambientais”, de Adriano Rolim da Paz; “Cadernos Técnicos de Águas Urbanas – Panorama e Organização do Setor de Drenagem Urbana e Manejo de Águas Pluviais”, organizado por Marina Batalini de Macedo e Anaí Floriano Vasconcelos; e “Governança e Gestão da Água – Decifrando Conceitos”, de Jaildo Santos Pereira. Também foi lançado o volume “Impacto da Mudança Climática nos Recursos Hídricos do Brasil – Volume 2: Extremos Hidrológicos”, organizado por Rodrigo Cauduro Dias de Paiva, Walter Collischonn, Saulo Aires de Souza e Alexandre Abdalla Araujo, com a participação de diversos autores vinculados ao IPH/UFRGS e à ANA. A programação incluiu, ainda, o anúncio do início do estudo “Atlas Esgotos 2”, organizado por Ana Paula Fioreze e Ana Paula Generino, além da apresentação do “Novo Atlas de Riscos de Inundações do Rio Grande do Sul”, elaborado pela ANA em parceria com órgãos estaduais e com o Serviço Geológico do Brasil (SGB). Confluência numa nova dimensão: eleita a nova diretoria No último dia no Pavilhão da Carapina, que sediou o Simpósio, Cristovão Vicente Scapulatempo Fernandes, padrinho da nova chapa, em Assembléia Geral, após uma série de pautas da programação, desde a apresentação de relatório, prestação de contas e afins, trouxe uma mensagem emocionada e foi além da técnica. Ele apresentou a nova chapa e destacou entre a missão um objetivo: Pensar na água, no Estado e no País. E, sobretudo, olhar a água (e a vida) sob outra perspectiva. Na sequência, foi eleita a Nova Diretoria, conduzida por Suzana Montenegro na presidência e Conceição de Maria Albuquerque Alves, na vice-presidência. Siga conosco e acompanhe outros fatos, feitos, novidades e afins. |